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KINTSUGI

"Kintsugi" é um curta-metragem que escrevi e dirigi, marcando minha estreia como roteirista e diretor. Inspirado na técnica japonesa de mesmo nome — a arte de reparar cerâmicas quebradas com ouro, transformando suas cicatrizes em parte de sua beleza e história — o filme propõe uma reflexão sobre a fragilidade das relações humanas e os limites da reconstrução.
A narrativa acompanha um casal que, ao longo do tempo, tornou-se emocionalmente distante. Embora ainda compartilhem uma rotina confortável, o vínculo entre eles já não é o mesmo. Incapazes de se comunicar e de enfrentar o vazio que cresce silenciosamente entre ambos, os personagens tentam compreender se ainda existe algo a ser restaurado.
Ao longo de todo o processo criativo, estive à frente da concepção da obra em sua totalidade, desenvolvendo o roteiro, dirigindo o filme e construindo cada conceito, simbolismo e camada de significado presentes na narrativa e na linguagem visual. Desde a escolha do título até as metáforas visuais e emocionais, cada elemento foi pensado para dialogar com a filosofia do kintsugi: a ideia de que algumas rupturas podem nos transformar e fortalecer, mas que nem toda quebra pode ser reparada. Em certos casos, após repetidas tentativas, talvez não reste mais nada para reconstruir.
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